Gravações do Disco Novo (Dia 1)
Terça, 8 de Janeiro de 2008Sexta-feira passada adentramos o Estúdio Daybreak Gentleman para começar a gravar nosso segundo disco. Eram seis horas da tarde, anunciando um lindo final-de-semana que não aproveitaríamos ao ar livre, e logo percebemos que a chamada “Zona Morta do Estúdio” significava momentos de temperatura senegalês com luminosidade incidindo diretamente na retina e a o concreto transpirando o calor acumulado do dia inteiro.
Nesse clima ameno descarregamos, animados e cansados, os equipamentos e começamos a montar a bateria. O esqueleto principal escolhido foi uma Pearl (?) Limited Edition com madeira Mahogany do próprio estudio do Seabra. Com um sonzão aparecendo logo de cara, deu para entender que poderíamos jogar com as caixas, pratos e algumas configurações alternativas de tons e surdos para conferir a cada música um som particular.
A captação do som da batera começou a ser estudada ainda naquela tardinha. Microfone na caixa, dois overs, tons e surdo microfonado, além do Alan e mais uma ambiência para captar a bela sala: essa foi a escolha inicial do Gustavo Dreher para gravar a bateria.
Bom, nos enganamos redondamente quando pensamos que iríamos gravar alguma bateria valendo antes do final-de-semana. Eram onze horas quando decidimos interromper a batucada e voltarmos no dia seguinte.
Na real, o disco tinha começado mesmo no dia 24, quando passamos a ensaiar diariamente no Estúdio Paquera para acertar os últimos detalhes de arranjo. Valeu para chegar tinindo no estúdio e fecharmos a lista de músicas que vamos gravar. Muitas delas já tocamos em shows, num claro sinal de que a ansiedade para gravar esse repertório extrapolou todos os limites possíveis. Felizmente, chegou a hora. Uma boa hora.
