Renato, Zico e Túlio Maravilha
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Pela ponta-direita invadindo a área, Mané Garrincha, a alegria do povo, experimentará calçar Sapatos Bicolores pela primeira vez.
É isso mesmo, estamos confirmados no Porão do Rock 2008, com mais de 60.000 pessoas nas arquibancadas!
O show será dia 02 de agosto, sábado, às 18h45! Não perca, que shows assim não acontecem em toda temporada.
Confiram a programação completa e VÃO:

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A viagem pra Cuiabá foi…marcante.
Marcante, porque foi o último dos três shows que fizemos com o Guigo, substituíndo o Caio com a mais absoluta categoria. Foi marcante, também, porque a TAM deu um sumiço nos pratos de bateria e nos pedais de guitarra. E muito marcante porque tocar em Cuiabá é sempre massa, principalmente num Festival tão organizado como o Volume.
Tocamos pra lá das 4 da matina para uma reduzida mas animadaça platéia. Foi tão foda que, pela primeira vez em anos, nos vimos na pressão pra tocar “Que se Dani”, “Homem Fiel” e outras gemas esquecidas do Clube Quente. Foi mal, galera, da próxima vez estaremos preparados.
No fim, só lamento não ter levado o desenho vencedor para o Planalto e pela TAM ter roubado o meu pedal de Overdrive.
Viu, se alguém lhe oferecer um Maxon OD-820, na caixa, sem nota, me avisa. Ele pode ser o meu
Valeu Volume, valeu gurias da organização. E ainda mando um abraço especial ao incansável Louva-Deus, que ganhou do PC no quesito resistência!
Hare Krishna!
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Pois bem, só faltam algumas guitarras para acabarmos o disco. O lançamento será pela Senhor F e o nome é “Quando o Tesão Bater”.
Para combater essa verdadeira diáspora no nosso séquito, aí vão uns videozinhos que comprovam nossas mais recentes atividades.
E se liguem, com o lançamento do disco novo, antes e depois já começam os shows.
Agora em junho teremos três! Mais informações, em breve!
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Do mesmo modo que a véspera, começamos a sessão no fim-da-tarde. Assim, a expectativa era gravar o take de anal.lógico todo. Com a bateria montada, sem maiores dúvidas quanto ao timbre, restou ao Caio acertar dois takes (em 195 e 200 bpm). Demorou mais do que imaginávamos, principalmente para fazermos o final. Felizmente, Sharonstone resolveu, não sem contar com orientações precisas do PC.
E voltamos pra casa com 2/4 da bateria gravada.
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A segunda-feira, após o final-de-semana intenso, foi mais relax. Com o retorno aos afazeres profissionais, todo mundo teve um dia cheio e o horário combinado pro estúdio foi 19 horas.
Música número dez
Um dos maiores desafios já identificados na pré-gravação era uma música do André chamada “Vem Viver”. Sabe aquela música que pode virar qualquer coisa dependendo do jeito que tu grava? Country Rock ou Balada Lisérgica, Folkeletro ou Glam, Teixerinha ou Ace Frehley?.Pois é.
Com o arranjo vindo das execuções ao vivo, a banda tocava ela de uma maneira muito direta, deixando de aproveitar as diferentes áreas que a música proporciona. De uma forma geral, ela não crescia no refrão, não acalmava no verso, não ia nem vinha. A resposta da combinação de estilos era tímida e sem personalidade.
Pensando nisso, o André sugeriu naipes de madeira, Pc introduziu uma nova célula rítmica no meio da música, o Gustavo fez algumas anotações, o Caio ouviu tudo com atenção. Surgia uma nova canção. Pra esse arranjo, escolhemos um kit de batera menos pesado, com uma caixa menos aguda e os tambores menos graves. O Caio teve o trabalho dobrado de limar as viradas nas partes mais calmas, fazendo o chimbáu tilintar discretamente na maior parte do tempo.
O PC, que chegara no meio da história, ameaçou impugnar as escolhas feitas até então, mas não obteve quórum para tanto. No fim, a música demorou um par de horas para ficar pronta, mais ou menos o tempo que o nosso grande amigo Hugo levou para trazer a cerveja e o pão-de-queijo.
A essa altura, nos aproximávamos do fim das baterias, certo? Não exatamente.
A saga Anal.lógica
Uísque e feijoada; bebedeira e trabalho; putaria e namoro. Como combinar duas coisas boas totalmente diferentes como Swing e Ska?
A gente achava que gravando as duas partes distintas com baterias diferentes a coisa se resolveria. E quase que a banda acabou. Com o timbre certo pra parte ska, já decidido o arranjo da parte C da música a partir de um assovio nascido num bar uma semana antes, o foco estava todo na execução. Aí, o grande problema foi o andamento. Nas partes swing ficava lento, na parte ska muito rápido pro Caio tocar - ele ficava mais e mais nervoso. Pra vocês terem idéia, a gente tentou tocar a música em três andamentos para depois escolher. O Caio queria colocar os três na música, o André queria mais rápido, o PC estava mudando de lado a toda hora e o Dreher sugeria um algaritmo.
Alcooloradas discussões foram dando espaço a uma proposta de solução: gravar somente nos dois andamentos mais rápidos e misturar os timbres depois. No fim, o Skwing seria criado a partir de quatro takes bons, gravados em dois andamentos, de cada um dos instrumentos - afora os metais, gravados após o trio.
Já nos aproximando ameaçadoramente da meia-noite, fomos expulsos pelo Seabra e voltamos pra casa na pilha de botar em prática o Tratado de Criação do Skwing.
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The third
O britanismo foi pro saco. O Pc, que ficou de pegar o Dreher em casa, atrasou tudo, chegou com a desculpa de ter trazido cerveja, pão-de-queijo e coca-cola pro estúdio…a real é que dormiu demais.
Todos a postos, recomeçamos considerando testar a caixa do Caio, cujo nome não sei informar, mas que é mais magrinha e, acreditem, tinha O som que estávamos procurando.
Mas que excelente, recomeçamos a gravar!
1) Sadie:
Uma das composições mais novas, aceleradas e alucinadas do repertório, Sadie ganhou a caixa que merecia: estalado, arisca e ácida na medida certa. Com 160 bpm, configurou-se uma ameaça para as capacidades dos outros dois acompanharem o andamento, o que veremos mais pra frente. De parte do Caio, só mudamos um pouco os bumbos duplos e os repetitivos…menos bumbo, Caio!!!!!
2) Passagem pro inferno:
Não tinha ficado bom. Mesmo que tivesse, a VIBE, WAVE, CLIMA, ASTRAL e todas as expressões pode-crer do momento não estavam alinhadas para o take que vai pro CD. E lá foi o Caio gravar de novo, com a caixa certa, com a virada antiga, com tudo que estamos acostumados a ouvir. E dessa vez valeu!
3) Febre Alta:
A seguir resolvemos gravar a penúltima música a ser composta pro CD, uma ela canção que descreve a angústia e ansiedade frente à chegada da gata perfumada no bar. Afinamos a bateria mais uma vez, trocamos os tons pra emagrecer um pouco e mandamos bala. O final não estava definido, além de ser um pouco longo, mas deixamos à vontade do batera COM restrições. O take que valeu não demorou muito e o dia tava rendendo.
O que tínhamos feito de significativo na bateria pra buscar um som diferente foi colocar novos tons, com um som mais de pele hidráulica, trocar o ride por um Zildjan e o prato 3 por um Octagon Série Dark. O som veio mais magro mesmo, bacana.
É necessário lembrar que estávamos curtindo um dia semi-nublado, o que em relação à jornada anterior já era uma GRANDE evolução da espécie. A gravação rolava com menos etilicidade, mais tranquïlidade, enfim, o momento certo para gravar aquela balada do oeste….
4) Dez vezes mais:
Como captar o som que vem das fagulhas dos cascos do cavalo do bandido?
Tínhamos a solução e botamos pra funcionar o set de bateria com algumas modificações - desculpem-nos - secretas e uma interpretação sensível. Ficou foda. O fade in e out, que estava previsto para ser feito pela mesa na mix foi substituído pelo real deal, pela freio no tendão do Caio, pela sensibilidade do antebraço, tornozelo e punho. Vou parar que estou quase chorando.
A música ficou um estrago para os coração dos que ousam viver.
Neste momento o Pc saiu do estúdio, a gente pediu um rango e tudo ficou maaaaaaaiiiiiis lentoo….
Não restam dúvidas de que “Quando o Tesão Bater” é a música mais porrada do repertório dos Sapatos. Ela pede peso. Ele pede água. Ele pede toalha enxugando a água do gelo que escorregue pela pele. Hidráulica. Era merecia um take definitivo. Aquele que vai ficar pra sempre. Por tudo isso, resolvemos gravá-la mais uma vez.
5) Quando o Tesão bater - Kit 2
E a bateria veio da maneira que o Prólogo anunciara. Com força, pressão, potência e a pança cheia de….Brutus.
Nada por acaso, o take final demorou quase nada para aparecer bonito na tela do Pro tools. O Caio estava de parabéns mais uma vez e encaminhava-se para o fim de uma grande jornada.
6) Teu mal
A última música, claro, tinha que ser a mais difícil.
Teu mal é uma música muito fácil de se resolver. É como um desenho bonito em preto e branco para colorir. A grande diferença é que resolvemos pintar o céu de verde e a grama de roxo. Então, a música ficou 1000 vezes mais interessante, com detalhes do começo ao fim. E que fim! O final do dia nos reservou uma sessão de meia hora de improviso de bateria, quando invocamos os espíritos de Gene Kruppa, Buddy Rich, Mitch Mitchell e tantos outros que ouvimos e encarnamos no Caio. Eu ainda não sei o que descrever o que rolou. Nem sei como vamos encaixar na música ou se vamos fazer outra faixa. Mas que foi especial, disso tenho certeza.
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O Caio gravando a batera de Quando o tesão bater foi mais ou menos assim….
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Chegamos incrivelmente cedo para os padrões dreherianos: 9 e meia da manhã já nos encontávamos enchendo a geladeira de cerveja para iniciar a gravação.
Os testes com a bateria resultaram em sons surpreendentes. A príncipio a única peça que não ficou sensacional foi mesmo a caixa. A questão é que, por mais variadas e excelentes que fossem as 6 caixas do estúdio, ainda buscávamos um som mais estalado, com mais esteira, mais laranja, mais vapor, chuva, espirro, essas coisas. Felizmente, a última que testamos, a do jogo da batera que usamos, a Pearl Master Custom Classic Limited Edition, ficou bacana. Apertamos bem as peles e, depois de microfonarmos a esteira TAMBÉM, chegamos lá.
Primeira música
Como o Gustavo disse “É melhor começar com a melhor pra ganhar moral”. Escolhemos 1/4, composição do André que tem letras dele e do PC e uma levada porrada, do jeito que o Caio gosta. Com bastantes tons e uma partezinha lenta no meio, rolou de constatar que a bateria estava toda do jeito que a gente queria.
Eram quase 1 da tarde quando finalizamos ela. 1x0 já era goleada.
Segunda música - Queimando a largada
Continuando a saga, e aproveitando a configuração da bateria, fomos gravar Quando o Tesão Bater. Alguns takes depois, e não foram poucos, percebemos que não era o timbre dela. Pulamos
Segunda música (agora sim) - Aeromoça
Essa ficou boa. Fora a parte do meio e algumas viradinhas, a música já estava morta e enterrada. Foram poucos takes valendo, coisa de 4 ou menos, e já era. Os tambores da parte do meio fizeram toda a diferença e, no apagar das luzes, compusemos um final diferente pro disco, que inomodva um pouco pela repetição. Se não ficar bom, fudeu. Mas é daquelas coisas que se testam somente na hora de gravar mesmo. Pra essa música a batera permaneceu quase igual, só mudamos o ride, que foi um Zildjan pra soar mais como ataque também. Show!
A essa hora, beirando as 16h, as primeiras labaredas começavam a cahamuscar a varandar do segundo andar, se aproximando ameaçadoramente da sala monitoramento.
Terceira música (sob calor intenso)
A música escolhida para ser gravada a seguir foi Ela é bicolor, que foi poucas vezes executada em shows mesmo sendo uma das primeiras compostas pro segundo disco. Como ela tem uma base rítmica no começo que é levada nos tons e surdos, baixamos a afinação dos tons e trocamos o surdo, escolhendo um maior e mais gordo, fofo, barítono mesmo. Foi até rápida, não tinha muito o que mudar da pré-gravação e o calor tava foda.
Pausa para rango e refresco.
Com a chegada do Davi Congo, sua câmera e a Lucci, resolvemos fazer uma pausa para alimentarmos e refrescar a cabeça. A opção mais barata e conveniente foi a casa do André, onde nos atiramos na piscina invariavelmente morna enquanto esquentávamos uma lasanha, pastelão, arroz e feijão - uma refeição extremamente equilibrada. O resultado, após o banquete e algumas cervejas a mais foi preguiça, um sono, uma fadiga……. mas ainda tínhamos que voltar ao estúdio. E fomos.
Quarta música (cansaço, muito calor, peso abdominal e princípio de estresse)
Afora “Quando o Tesão Bater”, a canção mais antiga que vai entrar no disco se chama Passagem pro Inferno, que já estamos carecas (o André um pouco mais) de saber tocar. Tocamos essa música mais ou menos umas 8.987 vezes até esse momento. Bom, é claro que na hora da gravação a gente iria querer mudá-la. Aí não deu certo. De um lado, Gustavo Dreher - princesalemã com idéias revolucionárias e econômicas; do outro, Caio King Death Metal Kong, tradicionalista e disposto a colocar PESO na canção.
Esse entrave durou umas três horas e resultou em nada. Gravamos oitenta takes e não ficamos satisfeitos com nenhum. Pra piorar, o captador da ponte da Gretsch do André, que estava só tocando guitarra guia inventou de dar pau pra sempre. Eram quase 9 horas e a hora era de parar. Então fomos falar mal um dos outros bem longe daquela sauna onde nos encontrávamos.
Até amanhã!
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Sexta-feira passada adentramos o Estúdio Daybreak Gentleman para começar a gravar nosso segundo disco. Eram seis horas da tarde, anunciando um lindo final-de-semana que não aproveitaríamos ao ar livre, e logo percebemos que a chamada “Zona Morta do Estúdio” significava momentos de temperatura senegalês com luminosidade incidindo diretamente na retina e a o concreto transpirando o calor acumulado do dia inteiro.
Nesse clima ameno descarregamos, animados e cansados, os equipamentos e começamos a montar a bateria. O esqueleto principal escolhido foi uma Pearl (?) Limited Edition com madeira Mahogany do próprio estudio do Seabra. Com um sonzão aparecendo logo de cara, deu para entender que poderíamos jogar com as caixas, pratos e algumas configurações alternativas de tons e surdos para conferir a cada música um som particular.
A captação do som da batera começou a ser estudada ainda naquela tardinha. Microfone na caixa, dois overs, tons e surdo microfonado, além do Alan e mais uma ambiência para captar a bela sala: essa foi a escolha inicial do Gustavo Dreher para gravar a bateria.
Bom, nos enganamos redondamente quando pensamos que iríamos gravar alguma bateria valendo antes do final-de-semana. Eram onze horas quando decidimos interromper a batucada e voltarmos no dia seguinte.
Na real, o disco tinha começado mesmo no dia 24, quando passamos a ensaiar diariamente no Estúdio Paquera para acertar os últimos detalhes de arranjo. Valeu para chegar tinindo no estúdio e fecharmos a lista de músicas que vamos gravar. Muitas delas já tocamos em shows, num claro sinal de que a ansiedade para gravar esse repertório extrapolou todos os limites possíveis. Felizmente, chegou a hora. Uma boa hora.
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